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Mãe solo de três crianças com síndromes viraliza após mostrar desespero ao encontrar filho acamado sem respirar: 'Achei que ia perder ele'

Mãe solo de crianças com síndromes viraliza após encontrar filho sem respirar Um vídeo de um momento de desespero vivido por uma mãe, em São José do Rio...

Mãe solo de três crianças com síndromes viraliza após mostrar desespero ao encontrar filho acamado sem respirar: 'Achei que ia perder ele'
Mãe solo de três crianças com síndromes viraliza após mostrar desespero ao encontrar filho acamado sem respirar: 'Achei que ia perder ele' (Foto: Reprodução)

Mãe solo de crianças com síndromes viraliza após encontrar filho sem respirar Um vídeo de um momento de desespero vivido por uma mãe, em São José do Rio Preto (SP), que cuida sozinha de três filhos com síndromes, comoveu milhares de pessoas nas redes sociais. Nas imagens, a mulher entra no quarto e encontra o menino sem reação e sem respirar. Ele é acamado e diagnosticado com uma condição rara. A cena mostra a tentativa de socorro de Fernanda Pereira, de 36 anos, quando encontra o filho do meio, Marcos Guilherme, de nove anos, estático e roxo. Assista ao vídeo acima. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Ao g1, Fernanda contou que o episódio ocorreu quando fazia uma tarefa doméstica. Em meio ao pânico, ela iniciou, de forma instintiva, as tentativas de socorro para reverter o quadro clínico. "Foi desesperador. Eu não sabia exatamente o que fazer. Tentei procurar o número da emergência no celular, mas não achei. Eu só queria que ele voltasse ao normal. Naquele momento, eu achei que ia perder ele. A gente só quer o filho da gente vivo, com a gente", comenta Fernanda. De acordo com a mãe, a criança, que é acamada, voltou a reagir após as manobras. Depois, o menino foi encaminhado com urgência para o hospital, onde os médicos disseram que o estado de saúde dele era considerado grave. Fernanda mostra desespero para salvar o filho em Rio Preto (SP) Fernanda Pereira/Arquivo pessoal "Eu tentei socorrer ele do jeito que eu consegui. Balancei, soprei, tentei fazer ele reagir. Depois, aspirei ele, e foi nesse momento que voltou. Nunca tinha passado por algo assim", explica a mãe. Durante a avaliação no hospital, foi constatado que a criança estava com apneia, doença crônica caracterizada por pausas repetidas e involuntárias na respiração durante o sono, o que levou à necessidade de entubação imediata para estabilização. Marcos Guilherme foi diagnosticado com Deficiência de Adenilosuccinato Liase (ADSL), uma condição genética rara que afeta o desenvolvimento neurológico. Após o episódio, ele passou por traqueostomia e, até a última atualização desta reportagem, seguia em acompanhamento médico especializado. Fernanda e o filho Guilherme em Rio Preto (SP) Fernanda Pereira/Arquivo pessoal 👩‍👧‍👦 Maternidade e sobrecarga Fernanda é mãe de três crianças atípicas e mora em Rio Preto (SP) Fernanda Pereira/Arquivo pessoal Fernanda cuida sozinha de três filhos com condições especiais, que dependem de cuidados integrais: Sophia, de 15 anos, Guilherme, de nove, e Helena, de seis. A caçula possui a mesma deficiência metabólica rara de Guilherme, que compromete as funções motoras e cognitivas. A síndrome causa atraso no desenvolvimento, epilepsia de difícil controle, distúrbio de movimentos involuntários, autismo, disfagia, entre outras comorbidades. Não há cura, mas existem tratamentos especializados e terapias neurofuncionais mediante acompanhamento médico. Até os sete anos, Guilherme era uma criança ativa, chegou a dar passinhos e se alimentar normalmente. Mas, depois de várias crises convulsivas, regrediu e, hoje, está acamado e usa a sonda abdominal para se alimentar por dieta líquida. Já a filha mais velha, Ellen Sophia Pereira Castro, foi diagnosticada com uma duplicação do cromossomo 5q33.2, uma alteração genética que causou atrasos no desenvolvimento e outras complicações clínicas. Ainda na infância, aos três anos, a menina sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), episódio que deixou sequelas e intensificou a necessidade de cuidados contínuos. As três condições exigem terapias frequentes, acompanhamento com especialistas e uma rotina integral de dedicação por parte da mãe. Rotina dedicada aos filhos Natural de Cícero Dantas (BA), Fernanda revelou que foi abandonada pela mãe quando tinha oito meses de vida. Atualmente, ela vive em Rio Preto, sem rede de apoio familiar. A rotina é integralmente dedicada aos três filhos, todos com necessidades especiais, o que exige atenção constante, inclusive durante a noite. "Eu faço tudo por eles, corro atrás de tudo sozinha. Não é fácil cuidar de três crianças especiais sem apoio. Mesmo com todas as dificuldades, nós somos uma família feliz dentro das nossas condições. São eles que me dão força. Eu não me vejo sem meus filhos", pontua a mãe. Initial plugin text Sem familiares próximos e responsável por todas as decisões e cuidados, ela relata dificuldades práticas em situações de emergência, como a necessidade de sair de casa com mais de uma criança dependente ou a ausência de alguém para auxiliar em momentos críticos. "Depois que eu assisti ao vídeo, fiquei pensando muito: eu sou mãe de três crianças especiais, duas totalmente dependentes de mim. E se os dois passarem mal ao mesmo tempo? O que eu faço sozinha? Eu postei para mostrar isso: o meu desespero real", salienta a mãe. Além dos desafios físicos, o impacto emocional é significativo. O episódio recente alterou a dinâmica da família, afetando especialmente os outros filhos, que passaram a reagir à situação com medo e insegurança. De acordo com Fernanda, o vídeo foi publicado nas redes sociais como forma de mostrar a realidade enfrentada dentro de casa. A repercussão, no entanto, surpreendeu e gerou grande comoção. "Minha filha mais velha ficou muito abalada no começo, não queria nem ir para a escola. A pequena não entende muito. Nossa rotina mudou completamente. É muito doloroso, mas eu não posso parar. Eu preciso ser forte, mesmo sem ter forças", reflete Fernanda. Fernanda cuida de três filhos atípicos sozinha em Rio Preto (SP) Fernanda Pereira/Arquivo pessoal LEIA MAIS: Grafiteiros expandem arte urbana dos muros à geladeira, mala de viagens e veículos Publicitário que faz desenhos à mão de prédios icônicos soma 400 obras autorais catalogadas 🩹 Acompanhamento contínuo Fernanda contou à reportagem que a rotina da família envolve consultas frequentes e terapias, como acompanhamento com neuropediatra, além de fisioterapia e fonoaudiologia. No entanto, segundo a mãe, a oferta desses atendimentos pelo sistema público é insuficiente diante da complexidade do caso. Por conta disso, Fernanda busca na Justiça o acesso ampliado a tratamentos e suporte contínuo para o filho. Guilherme começou a apresentar sintomas na infância em Rio Preto (SP) Fernanda Pereira/Arquivo pessoal Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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