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BaianaSystem usa fanfarra de 'Mixtape pirata' para reforçar movimento de Bad Bunny pela integração das Américas

A BaianaSystem lança músicas inéditas e faz releituras de sucessos de 2026 em 'Mixtape pirata' Fernando Naiberg / Máquina de Louco ♫ ANÁLISE ♬ Se o ast...

BaianaSystem usa fanfarra de 'Mixtape pirata' para reforçar movimento de Bad Bunny pela integração das Américas
BaianaSystem usa fanfarra de 'Mixtape pirata' para reforçar movimento de Bad Bunny pela integração das Américas (Foto: Reprodução)

A BaianaSystem lança músicas inéditas e faz releituras de sucessos de 2026 em 'Mixtape pirata' Fernando Naiberg / Máquina de Louco ♫ ANÁLISE ♬ Se o astro porto-riquenho Bad Bunny afrontou Donald Trump ao hastear a bandeira da igualdade entre as Américas em histórica apresentação no intervalo do Super Bowl na noite de domingo, com show idealizado para valorizar a cultura latina de língua hispânica, a banda BaianaSystem segue na luta pela unidade da América Latina na trincheira brasileira. Ancorada no Carnaval de Salvador (BA) com o bloco Navio Pirata, a banda cai na folia com a trilha sonora lançada em “Mixtape pirata”, disco apresentado na última quarta-feira, 4 de fevereiro, com músicas inéditas como “Fanfarra pirata” (Russo Passapusso, Roberto Barreto e Seko Bass) emtre releituras de temas lançados pela banda há uma década, casos de “Forasteiro” (Roberto Barreto e Mahal Pita, 2016) e “Lucro (Descomprimido)” (Russo Passapusso e Mintcho Garrammone, 2016). A menção a Bad Bunny soa mais natural do que parece. Em “Mixtape pirata”, a BaianaSystem usa o som e o conceito da fanfarra para propor reflexão histórica sobre a música feita nas ruas da América Latina em eventos coletivos como o Carnaval. E, na Bahia, rua é sinônimo de trio elétrico. Em “Pro Armandinho”, a BaianaSystem celebra Armandinho Macedo – ás da guitarra baiana, instrumento de eletrificação dos trios – com o aval e a participação do músico. A banda também recorre a nomes como a cantora chilna Claudia Manzo e o duo Tropkillaz – ambos presentes na música “Continuar” – e o produtor Rafa Dias, o RDD, além do coletivo Superjazz, convidado da faixa “Jahzz Revolta”. A fanfarra surge como o eixo de “Mixtape pirata” porque, analisada em perspectiva, essa música de origem europeia foi de início um símbolo do poder dos colonizadores dos países da América Latina. Contudo, na medida em que países do Caribe e da América do Sul foram se livrando do jugo desses colonizadores e proclamando as respectivas independências, as marchas europeias foram se amalgamando com ritmos dos povos originários do Caribe e dos Andes, além de terem absorvido as matrizes percussivas africanas já presentes no continente sul-americano desde antes de o samba ser samba. É nesse contexto antropofágico e musical que a fanfarra marchou até o século XXI e, em 2026, ressurge como um norte no som da BaianaSystem, banda que está sempre em movimento, sem cair na tentação de repetir discos. É com a estética afro e percussiva das fanfarras contemporâneas que a BaianaSystem ancora o Navio Pirata no Carnaval 2026, propagando o som miscigenado de “Mixtape pirata” na folia. E, no momento em que Bad Bunny se impõe como uma voz pela unidade latino-americana em momento de tensão política internacional, a BaianaSystem vai para a rua e para a luta com as fanfarras, se integrando a um movimento em que o amor e a música são as armas pacíficas para vencer o ódio. Capa de 'Mixtape pirata', da BaianaSystem Divulgação

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